Reflexão da Semana

"Tens de explorar todo o teu universo interno e resgatar tudo o que rejeitaste. Só na presença da totalidade do teu ser podes apreciar a tua magnificência, e desfrutar da tua inteireza e da singularidade da tua vida."
Debbie Ford

segunda-feira, 21 de abril de 2014

"A lição da perda"

"De muitas formas, se a vida é uma escola, a perda constitui a maior parte do currículo. À medida que vamos experimentando a perda, também experimentamos aqueles que amamos - e por vezes até desconhecidos - cuidando de nós nos tempos difíceis. A perda é um buraco no nosso coração. Mas é um buraco que invoca o amor e que pode receber amor dos outros. Entramos no mundo sofrendo com a perda do útero da nossa mãe, o mundo perfeito que nos criou. Somos atirados para um lugar onde nem sempre somos alimentados quando temos fome, onde não sabemos se a mãe regressa. Gostamos de ser pegados ao colo, mas de repente temos a experiência de sermos pousados num sítio. À medida que vamos crescendo, perdemos os nossos brinquedos quando se estragam ou se perdem, perdemos os nossos amigos quando eles se mudam ou nós nos mudamos, e perdemos os jogos de 'softball'. Temos os nossos primeiros amores, apenas para os perdermos. E a série de perdas ainda agora começou. Nos anos que se seguem, perdemos professores, amigos e os nossos sonhos de infância.
Todos os intangíveis - tais como os nossos sonhos, juventude e independência - irão desaparecer ou terminar. Todos os nossos pertences apenas nos foram emprestados. Alguma vez foram nossos? A nossa realidade aqui não é permanente; nem o é a nossa posse seja do que for. Tudo é temporário. Tentar encontrar permanência é impossível, e acabamos por aprender que não há segurança alguma em tentar "manter" tudo. E não há segurança em tentar evitar a perda.
Não gostamos de ver a vida deste modo. Gostamos de fazer de conta que teremos sempre a vida e todas as coisas que a constituem. E não queremos olhar para a última perda percepcionada, a própria morte. É espantoso ver os estratagemas que muitas famílias de doentes terminais usam no final das suas vidas. Não querem falar das perdas que estão a atravessar, e não querem de todo mencioná-lo aos seus entes queridos. O pessoal hospitalar também não quer dizer nada aos pacientes.
Quão estreitos são os nossos horizontes, se pensamos que estas pessoas que estão a chegar ao fim das suas vidas não se apercebem da situação. E que tolice pensarmos que esta atitude as ajuda. (...) Os que estão a morrer sabem o que estão a perder e compreendem o seu valor. São os vivos que, frequentemente, se enganam a si mesmos."
Elizabeth Kubler-Ross, "Life Lessons"

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Fronteiras

O ser humano cria fronteiras entre si e o mundo. Ele é o sujeito, tudo o resto são objectos que percepciona, fenómenos que experiencia. A partir daí, cria o seu próprio sistema de crenças, através do qual passa a julgar o mundo: o que é bom, o que é mau, o que lhe serve, o que não lhe serve.

Este é um processo natural, que nos serve para o nosso desenvolvimento psico-físico... até um determinado ponto.
Na nossa caminhada pela vida, chega uma altura em que nos deparamos com crises, momentos em que questionamos tudo o que temos, tudo o que fazemos, tudo o que somos. São os momentos em que a lagarta que temos sido está pronta a encerrar-se no seu casulo para dar lugar à borboleta que já late em nós.

Se iniciamos o processo, iremos dar-nos conta de que as fronteiras, não existem. Tudo é uma expressão do Ser que somos. E que esse Ser é tudo o que existe: o pequeno, o grande, o belo, o feio, o bom e o mau...  É esse “ser pequeno” mas também é esse “Ser Maior”, esse Amor Universal.

Apercebemo-nos, com uma profunda tomada de consciência, de que o nosso propósito é, simplesmente, expressar esse Ser, tal como É, sem fronteiras.

Como fazê-lo em harmonia, com verdade, com justiça?

Integrando mente e coração, em total coerência.

Proposta Mindfulness

Sabemos que o coração não é apenas um órgão que bombeia sangue; na verdade, estudos recentes demonstram que o coração tem o seu próprio cérebro, com células neuronais, que pensam, sentem e respondem. As suas inspirações são sábias e a sua capacidade de fazer brotar o Novo é total...

Durante o dia de hoje,
quando tenhas dúvida em relação a uma decisão que tens de tomar, põe a mão no teu peito e convoca a inteligência do coração. Sintoniza-te com ele e escuta a sua mensagem.


Para sentir...

“O que é que buscamos? É o cumprimento, a realização do que é potencial em cada um de nós.

Ir em busca disso não é uma viagem do ego; é uma aventura para manifestar a tua dádiva ao mundo; que é seres tu própria.

Não há nada que possas fazer que seja mais importante do que essa realização.

Tornas-te um símbolo, um sinal, transparente à transcendência; desta forma irás encontrar, viver e tornares-te uma manifestação do teu próprio mito pessoal.”

Joseph Campbell, “Pathways to Bliss”

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