Reflexão da Semana

"Tens de explorar todo o teu universo interno e resgatar tudo o que rejeitaste. Só na presença da totalidade do teu ser podes apreciar a tua magnificência, e desfrutar da tua inteireza e da singularidade da tua vida."
Debbie Ford

quinta-feira, 27 de março de 2014

Vivências

Nos últimos tempos, tenho tido o privilégio de vivenciar experiências de tomada de consciência profundas e marcantes. E isso faz-me sentir abençoada. Ao mesmo tempo, as pessoas que me rodeiam, mostram-me diversas facetas de relacionamento que me expandem. Com umas, vivo a entrega, o amor, a amizade, a aceitação, o não-julgamento... Enfim, tudo o que vem da Alma, tudo o que faz parte de um relacionamento que se constrói desde o mais fundo de nós, e que foi sempre o que ansiei. Por outro lado, outras mostram-me o que são os relacionamentos construídos na base das inseguranças, do medo, dos ganhos e perdas. Luzes e sombras, numa eterna dança cósmica. Posso dizer que me quero aproximar de umas e afastar de outras. Mas sei que todas elas vivem em mim, como as diversas personagens que albergo e que sou. Na verdade, todas são aceitáveis, todas são importantes e todas contribuem para quem eu sou.
Não aceitar, rejeitar ou recalcar são sempre os primeiros passos para o sofrimento. Observo-as, a todas elas, e descubro que posso sentir, ao mesmo tempo, essa irritação, esse ressentimento e essa compaixão, essa compreensão. E tudo isto só mostra como o ser humano é complexo, e como eu sou tão humana como qualquer outro.
Todas estas experiências, que tantas vezes aparecem e me levam a crer que chegaram para ficar, são vislumbres desse mundo interior tão rico que cada um de nós é. Umas vezes, chegam com força e instalam-se durante muito tempo, ajudando-nos a construir o próximo conjunto de crenças. Outras vezes, aparecem fugazmente, como sonhos, mas pouco depois damo-nos conta de que ainda não residem em nós, estão só de passagem. E, nessas ocasiões, é sempre bom ter alguém ou algo que no-las relembre, e nos volte a ligar ao Ser Profundo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Felicidade

"As causas externas da felicidade nunca criam verdadeira alegria. A alegria é um estado de consciência, interior, e determina a forma como percepcionamos e experimentamos o mundo. A fonte interna de alegria - a nossa ligação ao Criador, a nossa fonte, o nosso ser interior - é a causa, enquanto que a felicidade é o efeito. 
Se perdeu a ligação com a sua fonte interior de alegria, se a alegria que experimenta é sempre originária em circunstâncias exteriores a si, então está à mercê de cada situação e de cada ser que conhece. Este tipo de felicidade é sempre ilusório."
Deepak Chopra, "Power, Freedom & Grace"

Aquilo que Deepak Choopra quer dizer é que a felicidade é um estado de consciência, e encontra-se intimamente ligado à nossa ligação com a Fonte, com a nossa essência, com o que transcende o nosso pequeno nível pessoal, chamemos-lhe os nomes que chamarmos. Essa ligação interior, é o nosso canal de Vida, aquilo que nos permite Ser e manter a equanimidade em todas as circunstâncias, aquilo que nos mantém íntegros. Esta ligação mantém-se naturalmente nos primeiros anos da infância, contudo, ao longo do nosso crescimento, e de forma expectável e natural, vai-se tornando mais ténue, podendo até desaparecer. Haverá, no entanto, uma altura em que vamos sentir o impulso por nos re-ligarmos, por re-conectarmos o nosso "eu" exterior ao nosso profundo "eu" interior. Aí, começa a nossa viagem de "regresso a casa", desta vez com consciência.
Meditar e observar, em atenção plena, são um dos caminhos para esse regresso. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Desde há muito que a caminhada e o caminho são termos muito comuns para criar metáforas da Vida, como um percurso que se vai desenrolando e que nos vai levando para diversas experiências e múltiplas tomadas de consciência. 

O caminhar consciente é uma actividade meditativa de grande importância, porque nos leva a um estado de consciência em que estamos plenamente presentes no momento, no nosso corpo e na acção de caminhar. Requer uma atenção plena: a forma como a perna se levanta e projecta o pé para a frente, ao modo como o calcanhar posa no chão e é seguido pelo resto da sola do pé, à sensação do solo no planta do pé, ao projectar do corpo em cada passo, à respiração - mais profunda num caminhar vagaroso, mais superficial num caminhar mais exigente - e ao que nos envolve, seja a natureza, seja a cidade. Neste exercício, esvaziamos a mente. Tomamos consciência. Damo-nos conta. 

Para além do caminhar, fica o entrar em nós mesmos. O reconhecermo-nos, o acompanharmo-nos, ao mesmo tempo que comungamos com o que nos envolve, num movimento contínuo de entrega e unidade. Caminhar para re-encontrar, para re-cordar, para re-ligar. A meditação aprende-se meditando, o caminho faz-se caminhando, a Vida faz-se vivendo, com entrega e com coragem. 

Diz Paulo Coelho, em Maktub: "Diz o mestre: Muita gente tem medo da felicidade. Para essas pessoas, esta palavra significa mudar uma série de hábitos - e perder a sua própria identidade. Muitas vezes julgamo-nos indignos das coisas boas que acontecem connosco. Não aceitamos, porque aceitá-las dá-nos a sensação de que ficamos a dever alguma coisa a Deus. Pensamos: "É melhor não provar o cálice da alegria, porque quando este nos faltar, iremos sofrer muito." Por medo de diminuir, deixamos de crescer. Por medo de chorar, deixamos de rir.


Proposta Mindfulness

Sabemos que o coração não é apenas um órgão que bombeia sangue; na verdade, estudos recentes demonstram que o coração tem o seu próprio cérebro, com células neuronais, que pensam, sentem e respondem. As suas inspirações são sábias e a sua capacidade de fazer brotar o Novo é total...

Durante o dia de hoje,
quando tenhas dúvida em relação a uma decisão que tens de tomar, põe a mão no teu peito e convoca a inteligência do coração. Sintoniza-te com ele e escuta a sua mensagem.


Para sentir...

“O que é que buscamos? É o cumprimento, a realização do que é potencial em cada um de nós.

Ir em busca disso não é uma viagem do ego; é uma aventura para manifestar a tua dádiva ao mundo; que é seres tu própria.

Não há nada que possas fazer que seja mais importante do que essa realização.

Tornas-te um símbolo, um sinal, transparente à transcendência; desta forma irás encontrar, viver e tornares-te uma manifestação do teu próprio mito pessoal.”

Joseph Campbell, “Pathways to Bliss”

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