O ser humano cria fronteiras entre si e o
mundo. Ele é o sujeito, tudo o resto são objectos que percepciona, fenómenos que
experiencia. A partir daí, cria o seu próprio sistema de crenças, através do
qual passa a julgar o mundo: o que é bom, o que é mau, o que lhe serve, o que não
lhe serve.
Este é um processo natural, que nos serve para
o nosso desenvolvimento psico-físico... até um determinado ponto.
Na nossa caminhada pela vida, chega uma altura
em que nos deparamos com crises, momentos em que questionamos tudo o que temos,
tudo o que fazemos, tudo o que somos. São os momentos em que a lagarta que
temos sido está pronta a encerrar-se no seu casulo para dar lugar à borboleta
que já late em nós.
Se iniciamos o processo, iremos dar-nos conta
de que as fronteiras, não existem. Tudo é uma expressão do Ser que somos. E que
esse Ser é tudo o que existe: o pequeno, o grande, o belo, o feio, o bom e o
mau... É esse “ser pequeno” mas também
é esse “Ser Maior”, esse Amor Universal.
Apercebemo-nos, com uma profunda tomada de
consciência, de que o nosso propósito é, simplesmente, expressar esse Ser, tal
como É, sem fronteiras.
Como fazê-lo em harmonia, com verdade, com
justiça?
Integrando mente e coração, em total coerência.
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