Reflexão da Semana

"Tens de explorar todo o teu universo interno e resgatar tudo o que rejeitaste. Só na presença da totalidade do teu ser podes apreciar a tua magnificência, e desfrutar da tua inteireza e da singularidade da tua vida."
Debbie Ford

quarta-feira, 28 de outubro de 2015


A terapia transpessoal propõe um acompanhamento em épocas de crise pessoal, crise essa muitas vezes manifestada através de perdas, profundos questionamentos, rupturas ou doenças. Um acompanhamento que terá duas abordagens. Uma abordagem dirigida à personalidade, em que através da auto-observação e indagação se pretende cultivar um ego maduro e estruturado. E uma outra, que vai além da personalidade (trans-pessoal) e que pretende cultivar a vivência no Agora e a presença interior. O trabalho com ambos os enfoques permitirá o reconhecimento íntimo da identidade essencial.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Círculo de Mulheres - Reconhecer a Mulher Selvagem

O que é a Mulher Selvagem? Clarissa Pinkola-Estes diz que estas duas palavras - mulher e selvagem - são compreendidas, no mais fundo do seu ser, por qualquer mulher, em qualquer cultura.
Na verdade, diz mais: diz que tal como a vida selvagem, a mulher também tem sido usada, abusada, devastada, roubada, queimada, explorada, afastada dos seus ciclos naturais e desinfectada para agradar aos outros. Ao mesmo tempo que a natureza selvagem e prístina do nosso planeta desaparece, também a nossa compreensão das nossas próprias naturezas interiores se vai desvanecendo. Perdemos o contacto com a nossa psique instintiva, renegamos poderes que são naturais à nossa essência feminina e afastamo-nos da nossa fonte, afastando-nos também da nossa saúde e vitalidade.
Para as recuperarmos, temos de resgatar essa natureza selvagem, pura, instintiva, que existe em nós, que permanece sempre, num ciclo eterno de vida/morte/vida.

Como diz no prefácio do seu mais conhecido livro, "Para a encontrarmos (à mulher selvagem), é necessário que as mulheres regressem às suas vidas instintivas, à sua sabedoria mais profunda. Por isso, avancemos agora, e relembremos-nos a nós mesmas essa alma selvagem. Cantemos a sua carne de volta aos nossos ossos. Deitemos fora quaisquer roupagens falsas que nos tenham sido dadas, e vistamos a verdadeira capa da sabedoria e do instinto poderosos. Infiltremos as terras psíquicas que outrora eram nossas. Desenrolemos as ligaduras e preparemos os remédios. Regressemos agora, mulheres selvagens uivando, rindo e cantando Àquela que tanto nos ama. Para nós, o problema é simples: sem nós, a Mulher Selvagem morre. Sem a Mulher Selvagem, nós morremos. Para a Vida Verdadeira, ambas têm de viver."

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O Feminino

"O sentido de perda que (est)as mulheres expressam é um anseio pelo feminino, um desejo pela sensação de lar dentro dos seus próprios corpos e da sua própria comunidade. Muitas mulheres hoje em dia, passaram o início e parte da idade adulta a desenvolver e afinar qualidades que sempre foram consideradas masculinas, incluindo competências lógicas, em raciocínio linear, análise e na definição de objectivos a curto prazo. Às mulheres que levaram as emoções para o local de trabalho foi-lhes rapidamente dito que esse não era um sítio para emoções. E embora muitas empresas estejam agora a treinar os directores de topo num tipo de liderança mais "Beta", que coloca a ênfase nos sentimentos, na intuição e nos relacionamentos, muitas mulheres afirmam desvalorizar o seu lado mais feminino."
Maureen Murdoch, "The Heroine's Quest"

Embora este texto tenha sido escrito há já alguns anos, as mulheres continuam a sentir-se desligadas da sua essência, e a pôr em causa a forma de viver os papéis que lhe são atribuidos e que, em muitos casos, acumulam sem grandes ajudas. Adicionando a estes factores a desintegração das comunidades, redes de afectos e de apoios, quer da parte da família quer da parte de amigos ou de pessoas que partilhavam os mesmos espaços de vida, as mulheres sentem-se muitas vezes isoladas e afastadas do universo feminino. Por vezes, e porque renegaram em tempos esse mesmo universo, continuam a sentir desconfiança perante ele.

As grandes questões continuam a colocar-se: o que é ser mulher, hoje? Como posso viver no mundo lá fora sem contudo negar a minha vulnerabilidade? Que partes de mim tenho de resgatar? O que é o Feminino? Quem sou eu?
Questões que não se respondem em pesquisas online rápidas, e exigem interiorização, silêncio, observação e tempo, o bem mais precioso dos nossos dias. Todavía, essa viagem de descoberta, por assustadora que seja, é também a grande aventura das nossas vidas. Uma aventura que nos leva de volta a casa, ao poder pessoal e ao reconhecimento de quem realmente somos.

Proposta Mindfulness

Sabemos que o coração não é apenas um órgão que bombeia sangue; na verdade, estudos recentes demonstram que o coração tem o seu próprio cérebro, com células neuronais, que pensam, sentem e respondem. As suas inspirações são sábias e a sua capacidade de fazer brotar o Novo é total...

Durante o dia de hoje,
quando tenhas dúvida em relação a uma decisão que tens de tomar, põe a mão no teu peito e convoca a inteligência do coração. Sintoniza-te com ele e escuta a sua mensagem.


Para sentir...

“O que é que buscamos? É o cumprimento, a realização do que é potencial em cada um de nós.

Ir em busca disso não é uma viagem do ego; é uma aventura para manifestar a tua dádiva ao mundo; que é seres tu própria.

Não há nada que possas fazer que seja mais importante do que essa realização.

Tornas-te um símbolo, um sinal, transparente à transcendência; desta forma irás encontrar, viver e tornares-te uma manifestação do teu próprio mito pessoal.”

Joseph Campbell, “Pathways to Bliss”

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