Nem
sempre as nossas emoções tiveram espaço para se manifestarem: porque não eram
adequadas ou “certas”, de acordo com os adultos que nos rodeavam.
E agora, quando certas situações nos fazem reviver
essas emoções, o padrão activa-se e voltamos a reagir, normalmente com alguma
infantilidade emocional.
É a nossa criança que fala, é ela que precisa ser
vista, de ser ouvida; são as suas necessidades que querem mostrar-se.
Sentir no corpo a emoção que se manifesta e
acolhê-la, é o primeiro passo do adulto que somos. Depois, compete a esse
adulto escutar essa voz infantil, perceber o que é que lhe faz falta,
assegurar-lhe de que está aqui para a nutrir, e que a vê.
A criança estará sempre ferida em nós. O nosso adulto interior, esse é quem terá de a acompanhar, de a conter, e de agir no exterior.
Quando todo este trabalho
interior se processa, muito drama exterior é evitado.

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