Reflexão da Semana

"Tens de explorar todo o teu universo interno e resgatar tudo o que rejeitaste. Só na presença da totalidade do teu ser podes apreciar a tua magnificência, e desfrutar da tua inteireza e da singularidade da tua vida."
Debbie Ford

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Arquétipos e Jornada do Herói

As cerimónias tribais de nascimento, iniciação, casamento, enterro, investidura e por aí em diante, servem para traduzir as crises de vida e os feitos de vida de cada indivíduo para formas impessoais clássicas. Elas revelam-no a ele mesmo, não como esta ou aquela personalidade, mas como o guerreiro, a noiva, a viúva, o padre, o chefe; ao mesmo tempo, ensaiando para o resto da comunidade a velha lição dos palcos arquetípicos.” Joseph Campbell, O Herói das Mil Faces

O papel dos rituais nas nossas vidas é de imensa importância. Não por questões de tradição ou de aparência social, mas pelo que influi no nosso inconsciente e no conhecimento de nós mesmos. Estes arquétipos estão sempre presentes ao longo da nossa existência, acessíveis a cada um de nós consoante o guião que a Vida nos vai propondo. Umas vezes desempenhamos um papel, outras desempenhamos outro. São apenas vestes que usamos, mas aos olhos da comunidade, eles confundem-se com a nossa identidade, e assim formatados, nós próprios nos julgamos pelas roupagens que usamos.

No entanto, quando a nossa voz interior desperta, e nos iniciamos na Jornada do Herói, em nós despertam as perguntas e as dúvidas sobre quem somos. É aqui que saímos da tribo em busca de nós, exilando-nos e dando o primeiro passo nessa Jornada. Damo-nos conta de que as vestes, os papéis, são tão somente isso. E buscamos a Verdade, buscamos a nossa essência, o ser profundo que sentimos ser.

Estas são as grandes crises da vida, aquelas que nos obrigam a mergulhar fundo em nós, lutando contra monstros e demónios, em busca do Graal, o cálice sagrado, o que detém a resposta final. E, tal como nos diz Campbell, quando nos desidentificamos dessas roupagens, nunca mais as poderemos levar tão a sério, nunca mais seremos os mesmos. É aqui que chegamos à gruta onde está o cálice, e aqui chegados, entramos também nessa etapa de renúncia das ilusões do mundo – maya – rejeição dos condicionamentos de uma vida, da prisão em que vivíamos.


Mas há agora que fazer o trajecto de volta, levando aos outros a Verdade recém-reconhecida. E nesse caminho, outras batalhas e outros dragões nos esperam, até ao portal final: a integração.

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Proposta Mindfulness

Sabemos que o coração não é apenas um órgão que bombeia sangue; na verdade, estudos recentes demonstram que o coração tem o seu próprio cérebro, com células neuronais, que pensam, sentem e respondem. As suas inspirações são sábias e a sua capacidade de fazer brotar o Novo é total...

Durante o dia de hoje,
quando tenhas dúvida em relação a uma decisão que tens de tomar, põe a mão no teu peito e convoca a inteligência do coração. Sintoniza-te com ele e escuta a sua mensagem.


Para sentir...

“O que é que buscamos? É o cumprimento, a realização do que é potencial em cada um de nós.

Ir em busca disso não é uma viagem do ego; é uma aventura para manifestar a tua dádiva ao mundo; que é seres tu própria.

Não há nada que possas fazer que seja mais importante do que essa realização.

Tornas-te um símbolo, um sinal, transparente à transcendência; desta forma irás encontrar, viver e tornares-te uma manifestação do teu próprio mito pessoal.”

Joseph Campbell, “Pathways to Bliss”

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